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ARTECIÊNCIA,  união, religação, UM!

  1.                                             Intuição, Pensamento, Experiência, Inspiração...

    No início tudo era UM.
    Catalogando se diz que isto é científico, aquilo é crendice, imaginação, superstição, delírio. Para a Astrologia, ciência e religião se irmanam em um signo, em uma mesma casa: Sagitário. O arqueiro e a flecha, o sentido e a direção, o alvo e o tiro certo, tirocínio!
    O homem ocidental parece estar nas últimas consequências de si mesmo... é o que eu penso.
    Houve muita  ignorância ao se desqualificar a Astrologia com esse argumento de que ela não é ciência.
    A Astrologia é anterior à Astronomia, assim como a Alquimia é anterior à Química. Eis a matriz!

    Agora não é mais estranho "acreditar" na Astrologia — e também ninguém mais se importa porque afinal o importante é adquirir toda a redundância criada pela "evolução" do capitalismo. Agora se dá importância à Astrologia, como algo que também se pode comprar. O que os astros dizem continua sendo a última coisa à qual se presta atenção.
    O ocidente descreveu o Universo de forma fragmentada, achando que seria tudo explicável por aquilo que qualificou como ciência, algo concebido para dominar os fenômenos que envolvem a vida, com supostas explicações para o que escapa ao entendimento, construindo um universo quadrado, previsível, enfadonho para uns, producente para outros.

    Outras civilizações vêem o mundo como reflexo da Unidade, integrando os tais fragmentos do explicativo mundo ocidental.
    O homem é um espelho de algo maior — sujeito às mesmas leis que operam no universo.
    Jung, tendo colhido no Oriente muito de sua filosofia e prática, certamente concordava com isso ao formular a feliz frase:
    "QUEM OLHA DO LADO DE FORA SONHA; QUEM OLHA DO LADO DE DENTRO DESPERTA."
    Assim atribuiu à busca do sentido do sonho o verdadeiro despertar, pois os sonhos são nosso espelho interno.
    A Medicina Tradicional Chinesa também vê no homem um microcosmo, sendo mais um exemplo de visão Holística, pois para os chineses dessa linhagem, o que acontece na sua unha tem a ver com o que acontece dentro de você e o corpo é um  espelho da alma.
    Holismo, do grego HOLOS, que significa inteiro ou todo, TOTALIDADE, é definido por Leonardo Boff como “tudo tem a ver com tudo em todos os pontos, em todos os momentos”. Holismo é a ideia de que as propriedades de um sistema, quer se trate de seres humanos ou outros organismos, não podem ser explicadas apenas pela soma de seus componentes. O sistema como um todo determina como se comportam as partes. A palavra foi criada por Jan Smuts, primeiro-ministro da África do Sul, que a definiu como: "A tendência da Natureza, através da evolução criativa, é a de formar qualquer todo como sendo maior do que a soma de suas partes". Assim se vê o mundo como um todo integrado, um organismo. É também chamado não-reducionismo, por ser o oposto do reducionismo, do pensamento cartesiano e do materialismo. Segundo o sociólogo e médico Nicholas  Christakis, "nos últimos séculos o projeto cartesiano na ciência tem sido insuficiente ou redutor ao pretender romper a matéria em pedaços cada vez menores, na busca de entendimento.
    Aristóteles, na sua Metafísica, afirma: "O todo é maior do que a simples soma de suas partes".
    Arteciência é interação entre o exato e o sensível.
    Arteciencia é quando Fernando Pessoa diz: "Sentir é pensar".

  2.  

"A mais bela e mais profunda emoção que podemos experimentar é a sensação do místico. Ela é a força de toda ciência verdadeira. Tomar conhecimento de que aquilo que é impenetrável para nós existe realmente, manifestando-se como a mais elevada sabedoria e como a mais radiante beleza que as nossas faculdades obtusas só podem compreender em suas formas mais primitivas - este conhecimento, esta sensação está no âmago da verdadeira religiosidade." 



"The important thing is questioning."

 

                                                                      Albert Einstein

                    o   ARTISTA  e  o   CIENTISTA

“Música, literatura e filosofia são inerentes às nossas almas, seja qual for a nossa fé, crença ou maneira de encarar a vida. A Índia, dentro da história do mundo, representa um povo e um país dedicado à busca da Verdade através do reino da música, da filosofia da arte poética, numa época em que o resto do mundo ainda não começara a fazer isso. É, portanto, necessário estudar a música indiana, bem como sua arte poética e sua filosofia, a fim de compreender seus alicerces. Os lingüistas de hoje concordam que o idioma sânscrito foi a origem e a mãe de todas as línguas. Também a origem da ciência da música é encontrada no Sânscrito.
É fato que não apenas a arte, mas até as ciências, tiveram seu berço na intuição. Isto parece ter sido esquecido algumas vezes, mas indubitavelmente até mesmo o cientista é ajudado pela intuição, embora nem sempre ele reconheça este fato. Os cientistas que mergulharam profundamente em seus misteris admitirão isto. Uma intuição que trabalha em respostas às necessidades do corpo e da mente, que gera invenções, através da matéria e das coisas de uso diário, que absorve conhecimentos da natureza e do caráter das coisas, recebe o nome de Ciência. E a intuição que labora através da beleza, que é produzida sob a forma de linhas, cores e ritmo recebe o nome de arte... a fonte única da ciência e da arte é a intuição.”
                                                                texto de Inayat Khan

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